Muitas são as dúvidas que surgem sobre quais os melhores brinquedos para dar às nossas crianças. Nós, adultos, escolhemos os brinquedos mais bonitos e apelativos que normalmente tendem a ter vários estímulos visuais e auditivos, mas que têm uma exploração unilateral, ou seja, apenas com uma finalidade, os chamados brinquedos estruturados.

Apesar dos nossos esforços enquanto adultos na compra e manipulação destes materiais, as crianças não se sentem desafiadas e a aborrecem-se mais facilmente, contudo oferecendo objetos do quotidiano e de fácil aquisição (por exemplo: caixas, panelas, rolos de papel, tampas, rolhas, pinhas, conchas, etc) não denotamos o mesmo comportamento.

Neste sentido a equipa educativa das salas 1, 3 e 4 decidiram juntar-se à iniciativa “Caixas há muitas” e sair da caixa para brincar, brincar e brincar!

Caixas? O que será que eles fizeram com as caixas? Será que gostaram? O que aprenderam?

Estas caixas não eram caixas…. Eram aviões, carros, casas, tendas, toalhas de praia, caixas de bolos, barcos com torres de vigia, guardadores de chapéus, de sapatos, de folhas e quem diria que poderiam ser folhas de papel também!

Fomos onde a imaginação nos levou até porque a imaginação, como base de toda a atividade criadora, se manifesta por igual em todos os aspectos da vida cultural, possibilitando a criação artística, científica e técnica. Neste sentido, absolutamente tudo o que nos rodeia e que foi criado pela mão do homem, todo o mundo da cultura, em diferenciação ao mundo da natureza, tudo é produto da imaginação e da criação humana, baseados na imaginação” (Vygotsky ).

Os materiais não estruturados permitem “o desenvolvimento da inteligência, a oportunidade da criança explorar suas habilidades criativas e que tem relação com aprendizagens já consolidadas.(…) exigem da criança estruturar seu próprio brinquedo ou brincadeira, permitem que algumas funções cognitivas sejam estimuladas, pois para estruturar-se eles precisarão organização, planejamento, flexibilidade cognitiva, criatividade, manutenção da atenção, memória operacional e diversas outras capacidades mentais.” (Michelle Costa Soares)

Quem diria que com um objeto tão vulgar poderíamos fazer tanta coisa!